Estão tentando resolver um problema ou apenas criando mais um? E problema de quem é esse afinal? Porque faz-se óbvio que a questão da Educação em nosso país não se resume ao aumento ou diminuição dos dias letivos, mas está sim, diretamente ligado à produtividade deles.
Há tempos atrás, nós, alunos na época, podíamos desfrutar de um mês completo de recesso, e pasmem, aprendíamos muito mais.
Numa escola onde atualmente impera o desinteresse absoluto, aliado às ações assistencialistas do governo, esperar que o mero acréscimo de duas semanas ao já enfadonho calendário escolar resolva toda a problemática do ensino em nosso país soa quase tão ingênuo quanto acreditar em papai Noel.
Essas duas semanas, propostas pelo governo, podem constituir sim uma mudança positiva para alguns “pais”, que vêem a escola como um depósito de crianças. É fato que o aluno que não deseja aprender não vai passar a fazê-lo por conta do acréscimo de duas semanas. Aliás, esse maldito acréscimo só pode mesmo contribuir para aumentar o cansaço, o esgotamento, tanto por parte dos professores, quanto dos alunos.
Estão tentando mais uma vez mascarar a realidade, ludibriando o povo, que por sinal, se deixa ludibriar e aceita que seus mestres sejam tratados feito cachorros, pior que funcionários de empresa, e empresa falida. Estão transformando nossa Educação numa empresa, empresa falida, que vive de forjar resultados e explorar de forma desumana seus funcionários. Não passamos, todos nós, educadores e educandos, de meros números, que sempre devem favorecer aos interesses governamentais, mesmo que para isso, tenham de ser manipulados e mentirosos.
Já nos privaram de tantas coisas, inclusive da dignidade da profissão, e ainda querem nos privar de duas míseras semanas de merecido descanso, e ainda por cima sob a desculpa de com isso melhorar a qualidade do ensino.
Sinceramente, não sei se rio ou choro diante desse quadro deplorável. A que nos reduziram? Em que têm transformado a Educação?
As escolas são meros depósitos de alunos? Qual a função atual dessa entidade? Assistencialismo puro?
Confesso que esses questionamentos continuam me inquietando. Sou parte de sistema ( e como diria Cap. Nascimento: “O sistema é foda!”), parte de um processo ridículo de alienação e emburrecimento. Isso me envergonha.
A Educação carece mesmo de um recesso, e daqueles do tipo: “Fechados para balanço , por prazo indeterminado!”
"A revolução conquistará para todos o direito não somente ao pão, mas à poesia." (Trotsky)
segunda-feira, 4 de julho de 2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
ELE ESTÁ AQUI!
“A virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe chamarão Emanuel, que significa ‘Deus conosco’”.
Mateus 1:23
Não, não se engane ou deixe iludir pelas luzes que sugerem o consumismo exacerbado nessas noites de tumulto no centro da cidade. O Natal definitivamente não é isso!
O Natal está em toda parte, e eu consigo até mesmo sentir seu cheiro. Ou melhor seria dizer, seu perfume. Ele está entre nós, e seu perfume, impregnando nossas narinas tão habituadas à poluição. Ele é o Natal em seu cerne. E cada lampadazinha, idealizada para a ostentação dessa época de suposta fartura e celebração do consumismo, está na verdade, anunciando sua chegada. Cada homem travestido de bom velhinho, cada bala distribuída, cada toalha com tema natalino, cada rena, cada sino e a cada anjo, espalhados ao redor do mundo, não anunciam outra verdade, se não esta: Jesus está no meio de nós! O amor de Deus se fez carne e passeia em meio a transeuntes agitados e preocupados com suas sacolas de presentes. O amor de Deus, definitivamente nos alcança, através da pessoa de seu filho, que sendo Deus se fez homem, ousando experimentar na própria carne nossas dores, e no espírito, nossas angústias.
Ele está entre nós! A salvação de Deus caminha em meio à multidão, oferecendo-lhe graça, perdão ilimitado e amor incondicional. O menino Deus optou por nascer em um local fétido, cercado por animais, na mais completa simplicidade e pobreza. Isso porque sua missão era clara: Ele veio para servir e não para ser servido. Jesus era consciente de sua missão, e sua missão não era outra, se não agradar ao Pai.
Ele não se preocupava em agradar as pessoas, em parecer gentil ou aceitável, não, Ele não fazia esforço algum para pertencer a qualquer grupo social. Ele queria, desejava ardentemente agradar ao Pai e, tão somente isso. E foi movido por essa consciência tão plena a respeito de si próprio, que Ele, o Deus-homem se entregou à morte na cruz.
O Natal não é absolutamente outra coisa, a não ser a celebração do amor ilimitado e incondicional de Deus.
Ele está aqui!
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